Anizio me ligou depois do jogo. Disse para eu escrever alguma coisa. Qualquer coisa. Escrever o quê? Dizer o quê? Perdoem-me a fraqueza, mas não sobraram palavras. Todas elas já foram ditas. Todas elas estão gastas.

Hoje a tristeza não é passageira. Por isso, volto a dizer uma verdade incontestável: o Santa nos mata aos poucos. Um sopro de vida vai-se embora a cada jogo, a cada campeonato. Percebo que em breve, de nós, não restará mais nada.

Hoje, a solidão. Amanhã, a luta. Mas só amanhã. Por hora, o luto.