Bi-campeão
Autor : Paulo Aguiar | 29 de novembro de 2009 | 9:15h | Artigo | 5 comentários
Foto: Revista Placar

A torcida do Santa Cruz se acostumou a valorizar, de sobremaneira, as conquistar mais difíceis. Claro, se todas as conquistas precisam ser valorizadas, imagine as mais dramáticas. Afora isso, tem o fato de que nos últimos trinta anos, raríssimas foram as conquistas que não vieram na base do sofrimento. Foi assim em 1983, na emocionante final contra o Náutico; nos campeonatos de 1986 e 1987 em plena Ilha do Retiro; na final, com direito a prorrogação, de 1990; no épico campeonato de 1993; e, no campeonato brasileiro de 1999.
Até aí, nada de anormal. Mas, é importante que o torcedor do Santa Cruz saiba valorizar todas as conquistas, independentemente da emoção do último jogo. Pois, muitas vezes, a conquista “menos difícil” é resultado de um planejamento bem feito.
Já escrevi alguns textos falando das conquistas memoráveis e me dei conta que todas elas tinham o viés de dramaticidade. Então, desta feita, resolvi mudar. Vou falar de uma conquista que poucos comentam.
Vou escrever sobre o nosso BI-Campeonato.
Mas, falar o quê se sobramos desde o início? – Ora, enaltecer as nossas virtudes. Quem sabe sirva de lição para os míopes de plantão.
Desde o início do campeonato éramos superiores aos nossos adversários. A base formada no anterior foi o nosso maior trunfo. O Náutico e o Sport nunca foram rivais a nossa altura, embora tivessem um bom time.
A nossa zaga foi uma das melhores que o Santa Cruz já formou, fazendo frente às zagas formadas à época do penta-campeonato. Falar dos nossos atacantes era falar de gols. Só para se ter uma idéia, no final do campeonato, para cada gol que o vice-campeão marcou, nós marcamos 1,9. Ou seja, quase o dobro. Acho que na história do Campeonato Pernambucano nenhum time teve um saldo de gols tão invejável quanto o nosso: 111.
Vencemos todos os três turnos disputados, algo raro de acontecer em Pernambuco. Ainda mais porque tivemos o privilégio de enfrentar nossos maiores rivais nas finais dos respectivos turnos, e, ganhamos todas.
Éramos tão poderosos que, neste ano, dava-nos o luxo de pagar o segundo maior salário a um treinador da América Latina. Neste mesmo ano ganhamos da CBF o título de Fita Azul do Brasil. Nós tínhamos mais de 15 mil sócios em dia e nossa sede-social (piscina, bares) registrava uma movimentação de 1.000 sócios por final de semana. Revelávamos e/ou formávamos jogadores com a mesma facilidade com que contratávamos jogadores. Todos queriam jogar no Nordeste, sinônimo de Santa Cruz.
Foi uma década quase perfeita. Só não foi melhor, porque não serviu de exemplo.
Este ano foi o último suspiro do “terror do Nordeste, nos gramados”.
Depois, só lampejos como em 1995 e 2005.
Há exatos 30 anos, em 1979, o Santa Cruz era Bi-Campeão Pernambucano.
Com o comando de Evaristo de Macedo, o time reinou com Cláudio, Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Lula e Pedrinho; Robson, Ademar e Betinho; Amilton Rocha (depois Everaldo), Jadir e Joãozinho.
Nota da redação:
Solidariedade
A senhora Cléia Rodrigues Arraes, mãe de Roberto Arraes, Presidente do Conselho Deliberativo do Santa Cruz, foi operada nesta sexta-feira e precisa de doação de sangue. Qualquer tipo de sangue.
Seguem os dados abaixo para os tricolores que desejarem fazer a doação:
Dados para doação de sangue Nome: Cléia Rodrigues Arraes Local de doação: HEMOPE Local de internamento: Hospital Esperança Período para doação: De segunda a sábado Horário: Das 7 às 18 horas Tipo sanguíneo: Qualquer tipo Para saber sobre os critérios para doação, clique aqui.
5 comentários
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Com relação a doação de sangue para D. Cleia liguei para jamil e ele anunciu no programa tribuna do Santa Cruz.
Com relação ao time parabéns pela conquita.
ói, vamos ao que foi feito ontem:
Anderson
Franque
GONÇALVES e
Roger saíram do Santa Cruz!!!
Acho que agora tem gente que entende de futebol pelas bandas do Arruda, pelo jeito, meu Alfred E. Neuman está seriamente ameaçado… vamos ver….
ENCONTREI QUEM PODE FICAR COM O EDUARDÃO!!!!!
Futebol americano
cresce em PernambucoPor André Albuquerque
Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Imagens: Recife Mariners/DivulgaçãoO futebol americano é um sucesso. Milhões de dólares são investidos anualmente nos Estados Unidos na contratação de grandes jogadores, venda de materiais, produtos de marketing, manutenção de estádios e competições de altíssimo nível. Porém o esporte sempre pareceu se restringir a este país. Parecia. Há pelo menos três anos foi criado o primeiro clube de futebol americano em Pernambuco, o Recife Mariners. Atualmente existem mais de 50 jogadores treinando e disputando competições no Estado, que começa a despontar como um dos centros que mais crescem no Brasil.
Apesar da quantidade de atletas, o início não foi nada fácil para os amantes do futebol americano no Recife. Eles começaram a se reunir através de comunidades no site de relacionamentos Orkut. “A gente marcava e iam apenas algumas pessoas para as praias de Boa Viagem e Olinda e para um campo de um prédio na Zona Norte para tentar jogar”, afirmou o estudante de ciências biológicas e presidente do Recife Mariners, Júlio Adeodato, de 20 anos.
Como não dava para manter os três times de forma organizada, o jeito foi juntar todos em um único clube. Foi aí que surgiu em 2006 o Recife Mariners. “Conversamos com as principais lideranças e conseguimos juntar todo mundo. Teve época em que tivemos mais de 80 pessoas em um único treino. Dividimos em categorias adulto e júnior para poder dar conta”, disse Adeodato.
Grupo conta com cerca de 50 integrantes
Foto: Recife Mariners/Divulgação
O que ajudou bastante os jogadores no início foi a parceria com clubes de outros estados. No primeiro ano foram disputados seis jogos contra o Jampa Tribos, da Paraíba. Os pernambucanos venceram todos. Era tudo o que os pernambucanos queriam para começar bem e continuarem empolgados com o esporte.
Hoje, o Recife Mariners tem mais de 15 viagens para Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. “Vamos disputar algumas partidas para nos manter motivados e ajudar os times que estão no início e enfrentando os mesmos problemas que enfrentamos”, comentou o presidente do clube.
Mudança de foco
Há pelo menos seis meses o número de integrantes do Recife Mariners diminuiu consideravelmente. São apenas 50 atletas. Tudo porque os treinos passaram da praia de Boa Viagem para o campo da Sudene. O objetivo foi se adaptar às principais competições no Brasil, que sempre são disputadas no gramado.
Grupo pernambucano reúne conquistas
Foto: Recife Mariners/Divulgação
Uma prova disso é o Nordeste Bowl, que será disputado entre os dias 17 e 20 de dezembro, em João Pessoa. Serão dois clubes de Pernambuco (Mariners e Pirates), dois do Rio Grande do Norte (Ponta Negra Bulls e Mossoró Petroleros), um de Alagoas (Crabs) e um oitavo que ainda não está definido. Todos os jogos serão disputados em campos com marcação semelhante à utilizada nas competições americanas.
Como o esporte ainda está crescendo, o Recife Mariners está aberto a novos integrantes. Para isso basta chegar na hora do treino e se integrar. “Estamos treinando todos os sábados, das 14h às 17h, no campo da Sudene, para conseguirmos chegar no NE Bowl na melhor da nossa forma e qualidade técnica. Por isso os novatos devem saber que eles só poderão treinar verdadeiramente no próximo ano”, disse Júlio Adeodato.
Os futuros atletas não precisam desembolsar uma grande quantia para participar do Recife Mariners. Os atletas pagam apenas R$ 10 para o aluguel do campo. Nas viagens para jogar em outros estados, são pagos apenas R$ 15.
No que diz respeito aos materiais para os treinos, nada caro. Quem quiser jogar basta te mais de 15 anos, um tênis ou chuteira e roupas normais para a prática esportiva. No futuro, a própria direção do Recife Mariners vai adquirir materiais específicos nos Estados Unidos para poder disputar de igual para igual com clubes do Sul do País.
Pois bem Dimas, postei isto lá no Santinha e, como sempre nestes posts que me dão tanto trabalho, fiquei afim de repetir aqui, intão lá vai:
Com relação à safadeza da imprensa persecutória, eu tenho uma teoria muito simples mas que, penso eu, ser muito própria também.
Todos nós conhecemos, e muito bem, os métodos, argumentos, atitudes antidesportivas e total falta de escrúpulos da torcida arqui-rival.
Pois bem, eis que no universo do jornalismo profissional existem, obviamente, torcedores de todos os três grandes times de Pernambuco, quiçá de outros menos aquinhoados.
A grande diferença entre todos eles é que, no campo profissional todos agem como deveriam, a partir de seus juramentos, princípios e da decência que norteia o espírito de cada um de nós que faz a realidade dos dias de hoje acontecer.
Menos, é claro, os profissionais do tal arquiinimigo, que continuam na sua cruzada espúria de se valer de todo e qualquer argumento, toda e qualquer atitude antidespotiva, toda e total falta de escrúpulos dentro da sua honrada profissão.
Claro que nós, como a indiscutível maior torcida de Pernambuco (a não ser através das ridículas pesquisas feitas por, olhem só, profissionais rubronegros de carteirinha), temos por tabela o maior staff de jornalistas também.
O fato é que nós, como pessoas que amam ser tocedores de um time que anda pra lá de combalido e que o amam sem questionamentos, justamente por sermos seres totalmente diversos destes pequeninos e rebaixados patifinhos, levamos para a nossa vida e profissão toda a nossa carga de coerência e atitudes afins.
E, como diz o velho ditado, costume de casa vai à praça, aqueles daquela ilha que nem ilha é, levam de forma espalhafatosamente visível suas canalhices de torcedor para dentro de seus ambientes perigosamente profissionais.
Digo perigosamente porque todos sabem da força e do poder que cada profissional da imprensa possui perante a sociedade leagalizada ou não.
Morcegos do Arruda, há! Essa foi demais não?
Campo esburacado no jogo da seleção?
Garis, folhas de funcionários, museus, novamente o campo, meu Deus do céu!
Como diria o principal assessor de Hitler, uma mentira afirmada muitas vezes enquanto verdade, torna-se muito mais verdadeira que a própria…
Gostaria de lembrá-los que, somente neste ambiente em que agora estamos, existe uma penca de jornalistas participando ativa e passivamente mas que nunca, em nenhuma vez, foi visto dentro de seus ambientes de trabalho utilizando-se de suas credenciais para denegrir quaisquer que sejam as dificuldades, contradições, deficiências e, principalmente, problemas inexistentes de clubes rivais, em nome da liberdade de informação ou qualquer de outra destas balelas que sempre se usam para justificar matérias tendenciosas.
Repito: Nem uma única vez.
E é isto meus amigos, a nossa decência que não nos deixa confundir o lado torcedor com o lado profissional.
Imaginem só um policial (E isto, claro que deve existir), que se utiliza de sua farda para dar porrada em toda e qualquer presa fácil de madrugada no meio da rua, só por estar vestindo uma camisa contrária à sua preferência. Ou mesmo um médico que negligencia um atendimento pelo mesmo motivo e por aí vai…
Não Tricolores, não sou jornalista nem policial nem médico mas dentro do que faço, o faço sem distinção da camisa que se apresente à minha frente e isto é o que eu espero de todos que me acompanham nesta caminhada esquisita que é o viver.
Por isto que eu sorrio sozinho hoje cada vez que eu me lembro de como os ex futuros “Campeões das Américas” devem estar se sentindo caídos dos seus cavalos.
Pra quem não viu ou não se lembra, esta foi a MANCHETE do diário de pernambuco depois da PRIMEIRA vitória do arquipalhaço na libertadores.
E, só a título de exemplo, o tal do assessor do Hitler suicidou-se juntamente com a mulher e os quatro filhos (que foram suicidados) e, isto sim, foi uma verdade que continua verdade até os dias de hoje.
Saudações Santacruzensemente verdadeiras à todos e tenham um ótimo dia!
Tô repetindo o comentário porque mandei ele uma vez e deu um treco esquisito que eu não sei se foi ou nao foi, sei lá… Por via das dúvidas:
Com relação à safadeza da imprensa persecutória, eu tenho uma teoria muito simples mas que, penso eu, ser muito própria também.
Todos nós conhecemos, e muito bem, os métodos, argumentos, atitudes antidesportivas e total falta de escrúpulos da torcida arqui-rival.
Pois bem, eis que no universo do jornalismo profissional existem, obviamente, torcedores de todos os três grandes times de Pernambuco, quiçá de outros menos aquinhoados.
A grande diferença entre todos eles é que, no campo profissional todos agem como deveriam, a partir de seus juramentos, princípios e da decência que norteia o espírito de cada um de nós que faz a realidade dos dias de hoje acontecer.
Menos, é claro, os profissionais do tal arquiinimigo, que continuam na sua cruzada espúria de se valer de todo e qualquer argumento, toda e qualquer atitude antidespotiva, toda e total falta de escrúpulos dentro da sua honrada profissão.
Claro que nós, como a indiscutível maior torcida de Pernambuco (a não ser através das ridículas pesquisas feitas por, olhem só, profissionais rubronegros de carteirinha), temos por tabela o maior staff de jornalistas também.
O fato é que nós, como pessoas que amam ser tocedores de um time que anda pra lá de combalido e que o amam sem questionamentos, justamente por sermos seres totalmente diversos destes pequeninos e rebaixados patifinhos, levamos para a nossa vida e profissão toda a nossa carga de coerência e atitudes afins.
E, como diz o velho ditado, costume de casa vai à praça, aqueles daquela ilha que nem ilha é, levam de forma espalhafatosamente visível suas canalhices de torcedor para dentro de seus ambientes perigosamente profissionais.
Digo perigosamente porque todos sabem da força e do poder que cada profissional da imprensa possui perante a sociedade leagalizada ou não.
Morcegos do Arruda, há! Essa foi demais não?
Campo esburacado no jogo da seleção?
Garis, folhas de funcionários, museus, novamente o campo, meu Deus do céu!
Como diria o principal assessor de Hitler, uma mentira afirmada muitas vezes enquanto verdade, torna-se muito mais verdadeira que a própria…
Gostaria de lembrá-los que, somente neste ambiente em que agora estamos, existe uma penca de jornalistas participando ativa e passivamente mas que nunca, em nenhuma vez, foi visto dentro de seus ambientes de trabalho utilizando-se de suas credenciais para denegrir quaisquer que sejam as dificuldades, contradições, deficiências e, principalmente, problemas inexistentes de clubes rivais, em nome da liberdade de informação ou qualquer de outra destas balelas que sempre se usam para justificar matérias tendenciosas.
Repito: Nem uma única vez.
E é isto meus amigos, a nossa decência que não nos deixa confundir o lado torcedor com o lado profissional.
Imaginem só um policial (E isto, claro que deve existir), que se utiliza de sua farda para dar porrada em toda e qualquer presa fácil de madrugada no meio da rua, só por estar vestindo uma camisa contrária à sua preferência. Ou mesmo um médico que negligencia um atendimento pelo mesmo motivo e por aí vai…
Não Tricolores, não sou jornalista nem policial nem médico mas dentro do que faço, o faço sem distinção da camisa que se apresente à minha frente e isto é o que eu espero de todos que me acompanham nesta caminhada esquisita que é o viver.
Por isto que eu sorrio sozinho hoje cada vez que eu me lembro de como os ex futuros “Campeões das Américas” devem estar se sentindo caídos dos seus cavalos.
Pra quem não viu ou não se lembra, esta foi a MANCHETE do diário de pernambuco depois da PRIMEIRA vitória do arquipalhaço na libertadores.
E, só a título de exemplo, o tal do assessor do Hitler suicidou-se juntamente com a mulher e os quatro filhos (que foram suicidados) e, isto sim, foi uma verdade que continua verdade até os dias de hoje.
Saudações Santacruzensemente verdadeiras à todos e tenham um ótimo dia!