A Miséria da Conciliação
- 23 de maio de 2008, às 7:58h
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Os tricolores somos uns conciliadores. É só aparecer um tricolor na frente, e o coração derrete, e aquele intenso sentimento de pertença a uma comunidade toma conta da alma. Um encontro de tricolores é um encontro saudoso, parecendo um encontro de exilados, no qual o passado toma o lugar do país distante. É um jorro de boas lembranças e de reminiscências — quando em grupo, o encontro torna-se uma terapia, uma espécie de reconstituição da auto-estima. Muitos choram, é verdade, lembrando de Ramon.
Sim, adoramos a comunhão. Detestamos conflitos, adoramos a afetividade. Por isso, desconfiamos tanto da política. Pra que brigar? A gente dá um jeitinho e evita o confronto, ora essa. Diante dos percalços e, principalmente, das lambanças de alguma gestão, usamos e abusamos da palavra mágica: união! Não é apenas uma palavra, é um ritual, uma prática de reconciliação entre posições aparentemente antagônicas, entre irreconciliáveis do discurso. A política vai começar, e pumba!, entra em cena o apelo à união e todos se congraçam em torno do Santinha. O curioso é que a dita união sempre favorece o grupo que está na direção — a conciliação é a forma de se eternizar no poder. Sim, amamos o abraço dos afogados, no qual quem se afoga é o Santinha e sua torcida.
Os tricolores somos curiosos. Podemos encontrar até um canalha, mas, se é um tricolor, tudo bem, deve ser um bom canalha, no mínimo! E, quando o canalha bate nos nossos ombros e diz “sou um abnegado do Santa!”, ah, nossos olhos brilham, afinal, abnegado é uma palavra encantada, parecida com benemérito e cardeal. Abnegado pode acabar com o Santinha à vontade, pois faz isso com abnegação. É um canalha, o abnegado, mas os canalhas também amam o Santinha. Aliás, pelo jeito, todos amam intensamente esse clube!
Nélson Rodrigues dizia o seguinte a respeito dos canalhas:
“O ser humano é cego para os próprios defeitos. Jamais um vilão do cinema mudo proclamou-se vilão. Nem o idiota se diz idiota. Os defeitos existem dentro de nós, ativos e militantes, mas inconfessos. Nunca vi um sujeito vir à boca de cena e anunciar, de testa erguida: – ‘Senhoras e senhores, eu sou um canalha”
Ele estava errado. No Santinha, um canalha diz e bate no peito: _Senhoras e senhores, eu sou um canalha, e com muito orgulho! E o fantástico é que muitos cardeais aplaudem e apreciam a bela canalhice. E todos, com a testa erguida, cantam o hino do clube.
Mas o tope de linha dos abnegados é aquele abnegado bom caráter que ama tanto, mas tanto, o Santinha, que ajuda até o canalha. Ajuda por amor e compaixão, diz a lenda. _Não ajudo o canalha, ajudo o Santa! Fala amuado, o abnegado bom caráter. De fato, é um tolinho. Confunde tudo. A gestão pode ser atrasada, clientelista, autoritária, incompetente, demagoga, safada, mas não, qual o quê, o tolinho está lá dando sua ajuda, não percebendo que, com sua estimada colaboração, reproduz o modelo que está destruindo o clube. Na verdade, o tolinho é o reflexo invertido do canalha. Faz parte da mesma lógica, do mesmo mecanismo, do mesmo modelo, da mesma porcaria.
Depois do canalha, o que mais odeio é o tolinho.
Mas, depois da última e histórica eleição, os canalhas e os tolinhos perderam a legitimidade. O que aconteceu naquela eleição? Ora, fez-se política. Houve a compreensão de que democracia não se funda na babaquice do consenso, e sim no dissenso e no conflito. Mostrou-se que não se reconciliam posições irreconciliáveis em prol de uma união que só beneficia canalhas e tolinhos. Mas, afinal, o que adiantou aquela eleição? Ora, ganhamos a possibilidade de mudar o clube, pois, agora, sabemos quem são os canalhas e os tolinhos. Sabemos que conciliação é um discurso de poder. E, através dos blogues, uma sensacional conseqüência da eleição, formamos uma opinião pública tricolor. E não existe um mecanismo mais devastador, para canalhas e tolinhos, do que uma opinião pública democrática, crítica e atuante.
Nosso paradoxo atual é o seguinte: estamos na mais profunda merda e, ao mesmo tempo, temos o que clube algum tem: uma opinião pública de torcedores. Estamos entre o céu e o inferno. No céu, porque temos a possibilidade de mudar o clube de forma radical; no inferno, porque os canalhas e os tolinhos ainda dominam o Santinha. Que soem as trombetas! Que sejam as celestiais!
A próxima eleição será a mãe de todas as eleições. Acabou a mamata. Acabou a união da imbecilidade. O Santinha não é mais o fórum dos otários. Os cardeais estão nus. Vamos jogá-los no canal. Que tomem banho de bosta. A mamata dos canalhas diminuirá quando mais tricolores resolverem dizer: ou tem para todos ou não tem para ninguém. Ou se democratiza a sacanagem ou se acaba com ela. Como democratizá-la é impossível, já que sua essência é a desigualdade, só resta acabar com ela. E vamos acabar com a sacanagem, podem ter certeza.
Os tricolores não somos mais conciliadores.






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Artur,
Como tb diria o Nelson Rodrigues, o nosso Arruda está povoado de IDIOTAS DA OBJETIVIDADE. O grande problema é se ainda existiremos quando da próxima eleição, no longínquo dezembro.
QUE DEUS NOS AJUDE
Artur estou aplaudindo de pé seu texto é a pura realidade a muito tempo que o Santa Cruz vem sendo utilizado como trampolim essa torcida realmente é muito forte para resistir a tantos desmandos jogadores negociados sem ninguem realmente saber os valores não existe prestação de contas quando existe o conselho aprova sem fazer nenhuma análise até hoje ninguém sabe quanto custou a venda de Carlinhos Bala para o Cruzeiro Rozembrick para o Palmeiras Rovésio para Portugal entre outros.
Concorco plenamente a próxima eleição será um divisor de água temos que colocar uma pessoa com visões modernas que venha profissiolizar o clube que clie um departamento de marketing porque esse departamento é primordial em um clube organizado essa ideia do Anderson Seabra é excelente basta organizar e ser ousado e principalmente confiar na torcida que não precisa provar mais nada de que chega junto mas só
confio nesse plano sem esse desgraçado que ai está
sua saida vai dar motivação a torcida conheço muitos torcedores que só voltam a pagar as mensalidades com sua saida.
Um abraço a todos os toecdores do nosso Santa Cruz
clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap!
(aplaudindo de pé)
Parabéns Anderson Seabra! Esta foi, sempre, a minha opinião, inclusive com sugestões ao clube, e foi a melhor iniciativa entre todos os tricolores que querem ver o Santa sair desta crise.
Vamos divulgá-la para toda a torcida tricolor, através de meio de comunicação mais popular. Esta foi minha sugestão ao clube, que, infelizmente, não a implementou.
Excelente texto Artur. A crise que é criada e reproduzida pela conjugação bizonha entre canalhas e tolinhos, união sombria, interessada mas travestida de abnegação e entrega estóica. É essa nossa maldição!
Que continuamos vendo instalada na Avenida Beberibe, tocada a peito por velhas e “novas” lideranças….
É isso.
Anizio Carlos peço desculpas pelo erro como também aos leitores do blog sempre que eu errar faça correção
fique atento e obrigado.
um abraço
Artur,
Como Anizio, aplaudo de pé. E acrescento: este é o melhor texto que li sobre o Santa Cruz nos últimos tempos.
E vou contigo: vamos jogar os cardeais no canal e que tomem banho de bosta!
Saudações corais,
Dimas Lins
Sou mais um a aplaudir de pé.
Vou além de Dimas e digo: na minha modesta opinião esse é o melhor texto que li sobre o glorioso Santa Cruz Futebol Clube.
e como dizia Nelson Rodrigues: “Não se apresse em perdoar pois a misericordia também corrompe”.
Faz muito tempo que nao comento neste ou em qualquer outro blog, mas esse texto merece meu aplauso.
Parabéns! Estou aplaudindo de pé! Isto deveria ser entregue a todos os dirigentes e ex dirigentes do Santa Cruz, para reconhecerem de quem é este clube: de sua imensa e apaixonada torcida!
parabéns Artur
Artur,
Que “indigestão” tive ao ler o texto após o almoço…
cru!
Excelente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Adorei a sugestão de Fred (o, Dias)… vamos mandar pro mail dos cardeais, ex-presidentes, presidente e todos os abnegados….
Anderson Seabra, Edinho tá lhe esperando. Quer lhe nomear diretor…
Abraços a todos!!!
Excelente texto!!!
Merece uma divulgação maior.
Enviem para Marcelo Cavalcanti, do JCoisa.
Blog dp Juca Kfuri (sei lá como escreve o nome desse frango).
Fernando Veloso faria uma festa com esse texto.
Grande Arthur,
Excelente texto meu amigo, Parabéns! Um texto como esse merecia um tiragem em jornal de grande circulação, com dedicatoria a esses enfadados dirigentes e ex-diretentes do nosso clube.
Estamos precisando marcar outra cervejinha lá no Mercado da Boa Vista. Eu, Você, Dimas, Géo, João Lins entre outros, esses momentos de confraternização são sempre arretados!!
A cada dia fica mais evidente que caminhamos para a Série D em 2009, elenco minguando, atraso de salários, sem dinheiro para contratações e o tempo passando e a gente indo para além do inferno. E o cara não sai. “Que o Santa Cruz tenha o seu fim, mas eu não saio!É um direito que o Direito me assegura” diz o Nero do Arruda. Infelizmente, as próximas eleições não são garantia de nada. O grupo político de oposição mais organizado, para mim, é uma incógnita.
Quanto sofrimento pela vaidade de uma só pessoa. Ou será mesmo algo premeditado?
saudações tricolores fico feliz com esta oposição linda e que pensa e tem belas idéias . mas temos que mobilizarmos de alguma forma para tentarmos ajudar nosso clube. campanha de socio e arrecadação pela internet , vamos agir.
Artur,
Sensacional o seu texto. Faço coro com os demais blogueiros e também aplaudo de pé.
Essa “peça” chamada conciliação já foi encenada muitas vezes no Arruda. Todas elas quando algum mandatário incompetente e seus acólitos se viram em um beco sem saída.
Enquanto os recursos gotejam nos cofres do clube de forma a manter as aparências, todos sustentam a pose olímpica e ignoram torcida, quadro de sócios e qualquer um que ouse se aproximar com idéias novas, capazes de mexer com a arcaica forma de administrar vigente.
Foi assim que cabeção666 se manteve durante todo o ano de 2007, olímpico e centralizador, embora com alguma choradeira crocodiliana nas crises episódicas pelas quais o Santa passou. Agora que o negócio desandou de vez, tome discurso conciliatório.
A conciliação “por cima”, o acordo de cúpula para impedir mudanças, sempre foi prática corrente na política brasileira. No futebol, que é um retrato 3×4 dessa mesma política, não poderia ser diferente. No Santa Cruz então, nem se fala.
Até a mídia esportiva, useira e vezeira em detonar o mais querido, ridiculariza o clube ao mesmo tempo em que prega a “união” e defende o principal responsável pelo caos instalado no Arruda.
Parafraseando um famoso não-sei-quem que cunhou a frase “O patriotismo é último refúgio dos canalhas”, eu diria que, no Santa Cruz, “ A conciliação é último refúgio dos canalhas”.
Artur, só me resta depois disso dizer : PARABÉNS !
Foi um duro golpe na boca do estômago desses cardeais e tolinhos, vamos continuar batendo que em dezembro eles vão a lona.
Saudações Corais.
Acho que devemos fiscalizar o Edinho, não deixando que ele utilize fósforos ou isqueiros ou qualquer tipo de instrumento que provoque fogo, pois ele pode estar com inveja de Nero e querer imitá-lo !TENHAM CUIDADO !
Dimas,
Cadê meu comentário? Ficou tão ruim assim que não merece aparecer?
Eu vi o aviso que caiu na moderação, só não entendi o motivo.
Artur,
Dizer o quê? Vc transcreveu de forma clara e cristalina o espírito do tricolor: conciliador e subserviente, além de saudosista, como não se cansa de repetir o amigo Sérgio Pinho Alves.
Lembro que quando meu falecido pai o conheceu no Arrudão, no jogo de estréia da parmalat contra o Peñarol, sacou da parede da sua memória esquadrões da sua infância e juventude, com destaque para o supercampeão de 1957, de Barbosa, Zequinha, Lazoninho… e ele me comentou: krai, teu pai é um tricolor das “antigas”, falou de jogadores que eu nem sabia que existiram.
E a nossa geração? qual moleque entre os 5 e 12 anos na década de 70 que não queriam ser os Ramóns, Givanildos, Lucianos, Betinhos, Nunes, Fumanchus e Joãozinhos da vida nas peladas das ruas da nossa infância?
Confesso que estou num estágio de total letargia para o futebol: tenho evitado ler, comentar e até entrar nos blogs, pois esses últimos 3 anos foram dose para suicida nenhum botar defeito, e como a distância me impede de participar do movimento de moralização do Clube, continuo, a exemplo do que tenho feito rotineiramente desde que saí do Recife, sempre que visito minha mãe, compro 1 ou 2 mantos sagrados para servirem de “brinde” aos amigos e conhecidos que vou angariando ao longo das cidades que moro e visito.
É a forma que escolhi para divulgar o outrora “Terror do Nordeste”.
Voltando ao tópico do sapo boi, acho que já passou da hora de botar esse FDP prá correr do Arruda. Soube que formaram uma “bancada parlamentar” para pedir socorro financeiro ‘a CBF. Pois bem: se esses caras se dizem Tricolores, porque não convecem o pior presidente do mundo a pedir prá cagar e sair? Prá mim isso é coisa de ano eleitoral, pois qualquer leigo sabe que o problema do clube é (e sempre foi, salvo Raimundo Moura, desde que os “deves” se apoderaram do Clube) quem está sentado na cadeira de presidente!
Que a “Besta fubana” se apiede do nosso martírio…
só complementando: O presidente do CSA, apesar do título conquistado após longo jejum, renunciou ao cargo. o motivo: a saída de grande parte dos colaboradores do futebol sendo ele taxativo em afirmar que sozinho ninguém mantém um clube de futebol, e se o problema é ele, faz questão de deixar livre o caminho para que outro azulino tome as rédeas do clube e garanta pelo menos a sua permanência na série C de 2009. E o nosso que se diz “vitorioso” e extremamente isolado, porque será que “não larga o osso”?
Pessoal, valeu pelos elogios.
Mas a vida segue — até dezembro, seremos todos cardíacos.
Arnildo — o problema é esse: tudo indica, mudança política somente em dezembro. Até lá, é rezar e torcer. Se algum escombro sobrar, ainda dá para reconstruir.
Fábio Martorano — sim, meu caro, precisamos de novas cachaçadas. Aliás, depois da série C, o que me restou mesmo foi a cachaça. Até dezembro, o alcoolismo me aguarda!
Milton — concordo contigo, mas tenho confiança em Fred Arruda, que será o agregador da chapa. Vamos aguardar. Por outro lado, não sei como ajudar com o diminutivo no Arruda. O que fazer?
Enildo — temos que convocar a Besta Fubana para dar um jeito no diminutivo. Uma visita dela e o cabra se ajeita!
Ducaldo — meu chapa, com a ajuda de Dimas, liberei teu comentário. Ele foi pego pela moderação por motivos absolutamente misteriosos. Deve ser um aviso cabalístico, sei lá. Fosse vc me benzia e procurava um terreiro. Acho que é aviso de encosto. Cuidado, rapaz. Lembre-se da tua coluna (hehe).
Artur, minha coluna está meio barro-meio tijolo. Vou me cuidar.
“Cabeção666″ fica por vaidade e para não admitir o mais retumbante fracasso de um dirigente na história do Santa Cruz, mesmo que sua permanência possa nos levar a mais um descenso.
Provavelmente existe a influência dos “cardeais”, que preferem ver o clube afundar de vez a entregá-lo nas mãos da oposição (leia-se Fred Arruda) e correr o risco de ver saneada a rede de esgoto que os mantêm vivos (não dá para chamar aquilo lá de estrutura político-administrativa).
Essa ansiedade toda para entregar o departamento de futebol ao primeiro grupo de “endinheirados” cheio de boas intenções (igualzinho ao inferno), é um recibo de incompetência.
Na prática ele está admitindo que fez tudo errado e não tem condição nenhuma para gerir o carro-chefe do clube, que ele tomou completamente nas suas mãos a partir do segundo turno do “bode-rouco 2007”, contra tudo e contra todos, em nome de uma possível candidatura a vereador. Quis sair como herói, mas sairá como vilão.
Suspeito que exista a possibilidade de uma renúncia caso se confirme a inviabilidade de uma série C minimamente decente. Neste caso a bomba seria entregue à oposição no limite da explosão, sem qualquer chance de reversão do quadro e possibilitando o ressurgimento de várias criaturas das trevas com o discurso de que “a oposição atrapalhou o trabalho, só sabe criticar e não tem condições de assumir a direção do clube”, já com os olhos voltados para a eleição de dezembro.
Então haverá mais um desfile de mortos-vivos, políticos em campanha e aproveitadores de toda espécie, todos “unidos” por amor ao Santa Cruz. O resultado desse “amor” nós temos assistido em mais de duas décadas de domínio desses grupos na política do clube – degradação em todos os sentidos e humilhações sem fim.
Perrusi, aplausos!
canalhas e tolinhos tremei!!!!
Artur,
Sem dúvidas, o melhor texto que li sobre o SCFC nestes anos. Um tapa na cara de canalhas e tolinhos. Mas o que dizer? Canalhas não têm caráter; tolinhos não se indignam.
Evito sempre comentar textos publicados, principalmente a respeito do SCFC. Há uma propagações de salvadores, de soluções mirabolantes, sem que haja a mínima noção de causa-consequência naquilo que se diz, ou se apregoa.
Há de se discutir com sabedoria, inteligência, humildade para contrapor o casuísmo, e a pobreza com que se costuma discutir o SCFC.
Obrigado pelo texto, também aplaudo de pé.
Abraço,
Allan
Caramba, que texto brilhante! O melhor texto que já li sobre a realidade tricolor. Só uma sugestão: Mandem esse texto pro blog do JC e pra imprensa em geral.
Ducaldo,
Infelizmente, a versão atual do anti-spam veio com problemas. Isso signfica dizer que ele aumentou a gula e está apanhando muitos comentários que não deveriam cair no spam.
O nosso amigo Fábio Belmino, por exemplo, tem todos os seus comentários retidos no anti-spam indevidamente.
Não tenho como corrigir. Apenas aguardo o lançamento de uma nova versão do anti-spam que tenha resolvido todos esses problemas.
Ao mesmo tempo não posso abrir mão do anti-spam, pois vocês nem imaginam a quantidade de comentários fakes que nós recebemos por dia.
Por enquanto, vou assim: liberando os comentários à medida da minha disponibilidade.
Saudações corais,
Dimas Lins
Amo o Santa Cruz de todo meu coração. A única maneira de ver meu clube em uma situação melhor é ajudá-lo independentemente de qualquer coisa. Todos os dias penso na seguinte equação: PREJUDICAR EDINHO X SALVAR O SANTA.
———————————–
Para prejududicar edinho só tem uma maneira: Não colaborar de nemhuma forma com o clube. Sendo assim, o meu clube vai para quarta divisão ou até mesmo fechar as portas. Com isso um dos meus sonhos acaba: Não ver meu filho torcer para o Santa Cruz (Hoje ele tem 5 anos, já canta o hino do Santa – mas até quando). Também não consigo imaginar nunca mais ver aquele estadio do Arruda lotado, não sentir o prazer de gritar gooooollll !!!! Não ver aquela mutidão gritar: Tri Tricolor, tri tri tri tricolor !!!!
Por Deus, procuro todos os dias me animar para não abandonar o CLube.
Depois de muito pensar, só encontro uma SOLUÇÃO para não deixar meu time afundar. É a união de todos os tricolores. Sim, unirmos para não deixar o AMOR DE NOSSAS VIDAS MORRER. Todos juntos ajudando financeiramente, moralmente, socialmente,etc, etc, etc, independente de quem esteja no poder. Sim, porque ele passa e o nosso Santa não poder passar ou parar.
PESSOAL será que võcês não percebem que SOMOS A ÚNICA SAÍDA, SOLUÇÃO para o nosso clube.
Agora, vem o Sr. Artur Perrusi e chama todos aqueles que compartilha com o meu posicionamento de Tolinho. Só porque queremos unir todas as nossas forças para ajudar o Santa Cruz independente de quem o dirige.
Chega. Chega mesmo. Não sou toliho. ESTOU LUTANDO APENAS PARA QUE OS MEUS SONHOS, O MEU AMOR, MEU PRAZER, MINHA HISTÓRIA, MEUS ANCESTRAIS TRICOLORES QUE ME ENSINARAM A AMAR O SANTA, O CLUBE FUTURO DO MEU FILHO E O MEU CLUBE ATUAL NÂO MORRA.
Sr. Artur Perrusi, o seu texto foi de uma infelicidade total porque gera um sentimento de abandono e indiferença nos demais tricolores.
Pelo que vejo, estamos diante de uma fonte inesgotável de tolinhos. Chega a ser emocionante verificar a hipótese: sim, os tolinhos existem! Mas emocionante ainda é ver um tolinho ao vivo, daqueles bem exuberantes, amostrando-se e saltitando feito um cachorrinho em torno do discurso da “união”.
Ricardson, vc vestiu uma bela de uma carapuça. Mas concordo contigo: eu, de fato, chamo “todos aqueles que compartilha com o meu posicionamento de Tolinho” (sic) ou, para usar eufemismos, eu critico sim os “abnegados-bom-caráter-que-se-enganam-com-o-discurso-da-união”. E, já que meu texto foi de “uma infelicidade total”, continuarei nessa mesma toada triste, desmascarando as tolices:
1) seu argumento é sectário: ou se defende a “união de todos os tricolores” ou se defende o abandono do clube. Os canalhas acabam com o clube, e vc prega a união com a canalhice, isto é, com “independente de quem esteja no poder”. E, como não defendo essa posição, meu texto “gera um sentimento de abandono e indiferença nos demais tricolores”. Curioso argumento: duas décadas de sacanagens no clube, e é a denúncia da canalhice e da sacanagem que causará o abandono do clube. O argumento tolinho é sacana porque faz o seguinte deslocamento moral: em nome da palavra mágica união, os canalhas deixam de ser culpados da destruição do clube, pois, agora, os culpados são aqueles que são contra a união com os canalhas!
2) Mas união com quem? Vamos deixar de frescura e dar os nomes aos bois. Eu prego também a união. Defendo a união da maioria, que foi totalmente excluída do clube, contra a união da minoria canalha e tola, que está dentro do clube. Porque, depois de mais de 20 anos, aprendi com a dura realidade de que não adianta unir-se com os imbecis que estão destruindo o clube. Com a “união”, os imbecis continuam no poder e com seu maior divertimento: a destruição do clube.
3) O problema do discurso da “união” é que ele é vago. Como ajudar o clube, tolinhos? Dentro do clube? Se o diminutivo desse o departamento de futebol a Fred Arruda, é claro que apoiaria. Fred faria uma gestão moderna e participativa no DF; em suma, transformaria o DF. Não adianta a participação individual e abnegada, pois não mudará nada, apenas reproduzirá o modelo de sacanagens e canalhices que está afundando o clube. Só que existe um “porém” nesse argumento: o diminutivo jamais daria a Fred o departamento de futebol (nem mesmo o futebol de base do clube, como vimos muito bem). Ele dará o DF pra quem? Ora, para Zé Neves e quejandos! É essa a conseqüência mais visível da dita “união”. E não precisamos de “união” para levar, novamente, ao poder nossos velhos conhecidos. Eles se viram muito bem sozinhos, com tolinhos ou sem tolinhos. Eles já estão chegando lá, podem ter certeza. Volta Zé!
4) O discurso da união só aparece quando o clube está numa situação desesperadora, já notaram? Não é um apelo para a divisão de poder, para a participação, para a renovação dos quadros, para a mudança do modelo de gestão – nunca! Quando acontece alguma partilha de poder, é de calhorda para calhorda. O discurso da união é um apelo para angariar recursos, só isso. Os canalhas dizem: _venham a mim, meus estimados tolinhos, mas venham com suas trinta moedas e fiquem longe do clube, por favor.
5) Podemos fazer uma vaquinha e ajudar? Claro, mas só na condição de saber onde está indo meu dinheiro – transparência no orçamento e nos gastos não é tolice! Porém, nunca sabemos para onde está indo nosso precioso dinheirinho, não é mesmo? Interessa a transparência aos canalhas? Claro que não! Cadê a auditoria, cadê os boletins financeiros?
5) Separo governo de instituição, logo, o diminutivo do Santinha. Pago meus impostos, isto é, já paguei todas as mensalidades, o ano inteiro. Entraria num fundo financeiro de ajuda, se tivesse certeza da transparência. Mas não tenho – quem tem? E paguei toda a mensalidade porque é o ônus da cidadania tricolor, já que quero votar nas próximas eleições. Quero ajudar, mas ajuda não é comprometimento político, não é vender a alma, não é oferecer um cheque em branco. Afinal, qual foi o espaço dado pelo diminutivo para valer, de fato, o discurso da “união”. Digo logo: nenhum!
Enfim…
Tolinhos do Arruda, uni-vos, vocês serão sempre vencidos… pelos canalhas!
Turma,
Vocês souberam que O Santa perdeu por ¨WO¨na Copa PE (aquela que foi preparada e antecipada exclusivamente para a participação do Santa) ?
Puxa, mesmo com 17 tolinhos ao lado de Edinho é possível existir isso?
Temos que nos espelhar no Atlético Pernambucano… este time ainda não sofreu WO….
Perrusi, aplaudo de pé sua resposta.
Acho que o pessoal entendeu errado o texto do Artur.
Eu até pensei em fazer uma defesa do seu posicionamento que, de tão cristalino, nem precisa disso.
Mas, como ele se deu ao trabalho de esclarecer o óbvio, recolho minha defesa e faço coro com Bosquímano – aplaudo de pé.
Em tempo: faço parte de um grupo de blogueiros que tenta articular um modo de ajudar o clube sem que essa ajuda passe pelas mãos de cabeção666 e tenho conhecimento de um outro grupo,maior do que o nosso, também envolvido em empreitada semelhante.
Mas a ajuda se pretende independente, associação com estatuto, deixando bem claro quem e por que está ajudando, destinação do valor arrecadado, além de exigir algum tipo de prestação de contas. Hipótese que até o Artur considera aceitável. Fora desse parâmetros, “no way”.
Nada de apoio a essa “coisa” que se instalou no Arruda e muito menos para o retorno das múmias. Todos os participantes estão se mobilizando para a batalha de dezembro e, se não sabem ainda em quem vão votar, sabem muito bem em quem não devem votar em hipótese alguma. Chega de velhacaria.
Para mim, a grande questão é fazer essa mobilização, essa consciência, alcançar a “arraia miúda” que sempre tem servido de massa de manobra nas eleições e aos propósitos “conciliadores”.
Como bem disse Artur, em dezembro teremos a mãe de todas as eleições. Eles vão jogar pesado e sujo mais uma vez e, mais do que nunca, cabe a essa opinião pública tricolor formada na internet sair da rede, se materializar e arregimentar forças para a luta. A vida do Santa Cruz depende disso.
Fiquei impressionado com algumas reações ao texto de Artur que, volto a dizer, é um dos melhores – se não o melhor – artigo sobre o Santa Cruz.
A ajuda ao clube – exceto nas suas formas básicas, como pagar a mensalidade de sócio, ingressos e contribuições espontâneas – só é possível com a permissão do dono do poder. Por isso, se o diminutivo não quiser, não há como bancar a contratação de quem quer que seja. E, se assim fosse possível, meu dinheiro não iria para as mãos de um presidente que não preza a transparência. Onde estão a prestação de contas e a lista de sócios, por exemplo? Seremos engabelados como sempre fomos nas eleições.
O texto de Artur desnuda essa relação ambígua, para dizer o mínimo, entre aqueles que se revezam no poder há tempos e destroem o Santa – os canalhas – e os que assumem cargos ou posições no clube com o intuito de ajudar, mas que contribuem para perpetuar os desmandos para as gerações futuras – os tolinhos.
Alguns não entenderam e se colocaram no papel de tolinhos. Outros, aplaudiram de pé, embora criticassem o texto de Josias sobre o mesmo assunto, só porque o nome Tininho, diretor do clube, foi citado.
Pois eu faço coro aos que compreenderam e aplaudiram de pé o artigo. E concordo na plenitude com Fred Dias: este texto deveria ser enviado a todo dirigente e ex-dirigente do clube.
O medo de cair para a Série D torna o pensamento de alguns de nós demoníaco. Venderemos nossa alma ao diabo e faremos pactos antes impensáveis com calhordas e canalhas, pois tudo vale pelo Santa Cruz. Não vale. Minha moral, minha consciência limpa valem mais.
E não é assim que tiraremos o Santa do buraco. O Santa sairá do buraco com mudanças e rompimento total com toda essa canalhice.
Continuarei indo aos jogos e pagando minha mensalidade em dia, mas o tempo do acordo com a parcela escrota do clube já passou. Ao inferno com eles.
É por causa dos tolinhos que os canalhas continuam acabando com o clube.
Saudações corais,
Dimas Lins
Essa do do “wo” foi patética. Mais uma notável contribuição da administração diminutiva para o anedotário do futebol.
E o pior é que o nome sujo na praça é o do Santa Cruz e não o de cabeção666. Todas as resenhas, as torcidas adversárias e demais FDPs falarão do mais querido e não do anticristo.
Não possuo dados, mas desconheço o acontecimento de tal fato em outros clubes do futebol Pernambucano. No Santa Cruz eu tenho certeza que é a primeira vez e , até dezembro, não sei se será a última.
Hehe… Existem duas frases candidatas ao “Cobra Venenosa”. A de Ducaldo: “ A conciliação é último refúgio dos canalhas”. E a de Paulo, a respeito do WO: “Puxa, mesmo com 17 tolinhos ao lado de Edinho é possível existir isso?”
Artur,
Também faço parte do coro que aplaude teu texto. Aliás, sempre os aplaudo e não por outro motivo senão a excelência da escrita, o humor, a inteligência. Coisa fina. Parabéns.
E aos (tolinhos?) que não conseguem entender metáforas, aos (só canalhas?) que não descem do muro nunca, meus pêsames: aqui há opinião e qualidade.
Mais uma vez, Artur, meus parabéns.
Artur, voto nas duas, botamos uma e depois a outra! hehehe
Saudações corais,
Dimas
SHOW DE BOLA O TEXTO ‘Artur’ ,
Vc conseguiu traçar um triste panorama da real situação que se encontra o SANTA CRUZ. E fez isso com FIDELIDADE, com propiedade e muita sensatez.
É incrível como muitos ‘tolinhos’ se dão ao papel de ‘depósito de esperma’ !!!!
Artur,
SENSACIONAL!
Artur,
Antes tarde do que nunca meu amigo. Que texto sensacional. Voto nesse texto para receber o prêmio Torcedor coral no fim do ano, prêmio esse que será bancado pelo nosso editor-mor, cujo valor pode ser no máximo até R$ 1,99. Com esse dinheirão no bolso, meu amigo, aí sim, tchau crise.
P.S. depois de um texto desses, quando as ações do TC subirem nas bolsas do mundo todo, lembre de mim por favor, viu Sr. Dimas !!!
eu sou torcedor tricolor arthur de souza magina eu moro casa amarela, Quero saber meu santinha agora meu Querido edinho eu tenho certeza você está falando verdade. filha da puta presta atenção não fale assim com torcedor coral estou com Raiva otimo final de samana boa tarde Saudaçõesa tricolores….?
Mesmo no Rio não deixo de acompanhar as notícias do glorioso Santa Cruz,e acredito na virada,com pessoas de boas intenções para comandar nosso patrimônio e se faz necessário mudar os dirigentes irresponsáveis que deixaram o clube chegar a essa situação.