13 ago

Manchete da fantástica reação tricolor
Roberto Vieira
O amor cresce na derrota.
Parece paradoxo, mas não é.
Puxa-saco é quem gosta da vitória.
Nunca vai a campo. Mas está sempre pronto para aparecer quando tem faixa.
Quando o time está por cima.
Namorar mulher bonita é fácil.
Descobrir a beleza da mulher amada, paixão e arte.
Há 36 anos o Santa Cruz já era tetracampeão.
Máquina de fazer gols com Givanildo, Luciano e Ramon.
O Terror do Brasil.
Mundão do Arruda lotado. O Corinthians mete 2 x 0. Em seguida 3 x 1.
Corinthians que era o Timão sem títulos.
Partida transmitida para todo o Brasil pela TVs Bandeirantes e Cultura.
Por um pedido especial da presidência da república à Embratel.
Alguns penetras xingaram o Santa. Foram descendo as escadarias do José do Rêgo Maciel.
Descrentes. Subitamente corintianos.
Eis que o Santa encontra forças do nada e reage.
Diminui. E Betinho encobre Ado empatando a peleja.
O estádio explode.
E os que partiam, voltam. Sorriso amarelo.
O amor cresce na derrota.
Descobrir a beleza na vitória é fácil.
Descobrir a beleza no clube derrotado, paixão e arte…
Nota da Redação:
Roberto Vieira é médico e tem o defeito de torcer pelo time dos Aflitos. Durante uma semana já foi torcedor do Santa Cruz. Nas horas vagas é pesquisador. Segundo dizem, ele é o pseudônimo de Juca Kfouri. Com paixão e arte, Roberto escreve sobre o primeiro jogo do Santa Cruz transmitido para a TV, em 05 de outubro de 1972.
"A minha primeira paixão é o Santa Cruz, mas a minha primeira obrigação é com o Tribunal de Justiça."
Bartolomeu Bueno, em pronunciamento de renúncia ao cargo de presidente do Conselho Deliberativo, após consulta ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ.



