3 ago

Bajé e o time do Santa
Imagino o hipotético departamento de futebol do Santinha reunindo-se para escolher um técnico de ludopédio. Faço um devaneio e fantasio que sejam alguns tolinhos e alguns canalhas discutindo calorosamente. Segundo boatos, os canalhas defendem sempre técnicos malas, daqueles que gostam de “convênios” com empresários — _os malas são experientes, afirmam. Mas, apesar da pressão da canalhice, quem domina, atualmente, as reuniões são os tolinhos. Algumas informações anônimas, que correm publicamente sem confirmação, apóiam a seguinte discussão:
_Prefiro o mentecapto! Diz Fulano
_Não, muito melhor o estúpido! Afirma Beltrano
_Que nada! Técnico mesmo é o imbecil! Finaliza Sicrano.
Os tolinhos são místicos. Rezam muito e têm uma padroeira: a Santa Burrice. Tenho que ser justo: é inegável a devoção! Conseguiram contratar grandes jogadores do Treze de Campina Grande. Foi uma proeza. Não é uma simples burrice, mas sim uma bem profissional, estudada, planejada e concretizada. Com isso, recuperaram a auto-estima dos nossos vizinhos, transformando o Santinha numa piada paraibana. São gênios, nossos tolinhos. E, num momento de genialidade, decidiram acatar a opinião de Beltrano, contratando um técnico estúpido.
Beltrano, por isso, está inchado de orgulho. Produziu uma bela de uma estupidez.
Vejam o que fez o estúpido de nosso técnico.
- Treinou o time a semana inteira com uma formação, testando Bruno na meia. Bem, aqui, já temos uma parvoíce, mas ainda moderada. Bruno deveria jogar na lateral no lugar do inefável Rafael Mineiro. Quem deveria estar na meia seria Miller. E, como toda estupidez vem acompanhada de uma burrice, temos ainda a manutenção da titularidade de Gedeil, que pode até ser um grande arremessador de cuspe, mas nunca jogador de futebol.
- Na hora do jogo, a estrondosa asneira: o time aparece com Rafael Oliveira, que até os escombros do Arruda sabem que não é jogador. Cadê Bruno?! Cadê Miller (nem no banco?!)?!
Cadê a puta que pariu, porra?!
(desculpe… foi um pequeno desabafo, inclusive liberado pelo Editor-Mor; afinal, o blog não é de mocinhas)
- E as substituições? Coloca Cleo, um micro-atacante, deixando Juninho sobrecarregado na armação; em suma, coloca um jogador liliputiano num campo superpesado. Bela imbecilidade. Cadê Miller? Coloca, enfim, Bruno, mas aonde? Primeiro, como meia, depois o vi como volante, também como lateral, enfim, como deus-dará. Além do mais, tirou Patrick, que estava jogando bem — claro, dentro dos seus limites. E o jogo pedia um jogador com as suas características. Parece que Rafael Mineiro findou jogando como volante – não confirmo essa informação, pois, com a lei seca no Arruda, tenho a tendência a delirar; de todo modo, se jogou como volante, é uma tática mais do que tola, chegando a ser extravagante. E, finalmente, nosso técnico reservou a apoteose da estupidez humana para a última substituição: a entrada de Ribinha, que até o carcomido anel superior do Arruda sabe que pode ser tudo, menos jogador de futebol.
De estupidez em estupidez, estamos tomando na jaca. Já vi esse filme antes, um thriller de terror. Rezo para estar errado. Não espero mais a série B. Dou-me satisfeito com a manutenção na C.
Conformei-me com a estupidez. Ela é independente da minha vontade. Talvez, seja uma maldição. Um carma.
Mas acho a estupidez uma sacanagem. Ela pode matar uma instituição.
“Somos um clube subdesenvolvido, com uma torcida de amor enorme, mas que não move montanhas.”
Antônio André, na seção de comentários do artigo O espelho e o futuro do Santinha.
"A minha primeira paixão é o Santa Cruz, mas a minha primeira obrigação é com o Tribunal de Justiça."
Bartolomeu Bueno, em pronunciamento de renúncia ao cargo de presidente do Conselho Deliberativo, após consulta ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ.



