13 jun

Meu Sant´Antonim,
Que até hoje num me atendeu
Larga de tua besteira
E faz uns favô pra eu
Desde sempre te tenho preso
Virado com os pé pra riba
Pendurado na bananeira
Que é pra apressar tua lida
Num quero mais marido
Que o outro que tu arranjô
Além de feio e manco
Num era bom torcedô
Inda agora tenho medo
De te pedir outro favô
Mas é caso de desespero
Por isso, lá vou:
Meu Sant´Antonim querido
Dessa vez num pode errá
Porque se fizé merda
Os tricolor vai te apanhá
Eles já tão cansado
E querendo se vingá
Do fio d´uma que rincha
Que só veio atrapaiá
Por isso, santinho, tome tento
E faz favô de escutá
Presta bem atenção
Pru mode num se enganá
Tô quereno um homem honesto
Pra pudê administrá
Com honra e com lisura
Pro nosso time ganhá
Pulá da C pra B
Agora é o principá
Não deixe, santinho querido,
Nosso prano faiá
Que caia dinheiro do céu
Mas não nessa gestão
Que num sô besta de dá milho
Pra nenhum galinho ladrão
Que alguma empresa decente
Queira nos patrociná
Bancando nossa camisa
E as pendênça salariá
E por fim, meu santinho,
Se num fô abusá,
Eu queria que um certo sujeito
Fosse tomar láááá… do lado de lá.
Não é pedir muito, Sant´Antonim,
Você há de concordá
Afinal, sou Santa Cruz,
Tô acostumada a ganhá
E agora esse sofrimento
Que querem nos imputá
Tá é deixando emputecida
A Grande Torcida Coral
A maior de todas elas
A que merece respeito
A que enche estádio
Mesmo insatisfeito
Por isso, Sant´Antonim
Trate de nos atendê
Senão, eu logo lhe aviso,
Até santo você vai deixá de sê.
"Lembro de outro fato: jamais nosso clube fez tal estruturação e tal planejamento, entenderam apressadinhos?!"
Artur Perrusi, no artigo É a paciência, estúpidos!, sobre misteriosos sinais no céu de impaciência da torcida coral.



