19 abr
Foto: Arruda

Há um ano atrás, pelas mãos de Lulinha, nascia a Quinta Santa. Lulinha, ex-diretor social do clube, tinha como objetivo fazer com que os tricolores voltassem a freqüentar a sede do Santa Cruz. E conseguiu.
O encontro, na verdade, começou às sextas-feiras, mas teve o seu dia alterado para a quinta. É que era muito difícil explicar para as esposas e namoradas que o tricolor, ao invés de estar com elas, curtindo a balada ou roncando no sofá, tinha um encontro cívico com o seu clube do coração. Além do mais, o bafo de cerveja, caldinho de feijão e vinagrete do arrumadinho do bar da piscina levavam a conclusões precipitadas.
Na última quinta, a festa foi animada. Vieram novos e antigos freqüentadores do encontro e até mesmo a lendária Sanfona Coral deu o ar de sua graça para delírio da torcida. Teve sorteio de brindes e um bolo com um escudo do Mais Querido para comemorar o aniversário de um ano. E, como não podia deixar de ser, também não faltaram conversas sobre o Santa Cruz. Mas nada de tristeza, que o dia era de alegria.
Falar em tristeza, a nota triste ficou - como sempre - por conta da diretoria do clube que desligou o gerador às 19:30h e deixou todo mundo no escuro. Os organizadores do encontro propuseram custear as despesas com o óleo diesel do gerador, mas a proposta não foi aceita. Pena, pois os gestores do clube não perdem a mania de contrariar a torcida.
Mesmo assim, o encontro seguiu à base de velas e candeeiros improvisados e foi um sucesso absoluto (veja no álbum de Diego Galdino todas as fotos da festa).
Parabéns aos organizadores da Quinta Santa e a Lulinha pela idéia do encontro semanal. Graças a eles e a torcida coral, ainda há vida no clube, apesar dos pesares.
"Comparo esta situação a uma guerra civil: ou tomamos o que é nosso ou os de sempre, disfarçados de oposição libertária, o farão."
Sérgio Travassos, por e-mail, sobre a necessidade de engajamento da torcida coral no processo eleitoral do clube.



