Foto: Diego Galdino
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 Retorno de viagem depois de alguns dias de férias merecidas. Estive em Buenos Aires e, de lá, trouxe uma ou outra história sobre futebol para contar aqui. Entretanto, deixarei para depois. Agora convém falar de outras coisas, ou melhor, das mesmas coisas de sempre.

Durante o tempo em que estive fora, quase não tive acesso à internet, mas o pouco que li sobre o Santa Cruz foi suficiente para me deixar mais apavorado do que estava quando saí de Recife.

Quando partir em férias, já tínhamos sacramentado a nossa ida para o hexagonal da morte, mas começaríamos com uma diferença de sete ou oito pontos para o penúltimo colocado. Porém, nossos preparados dirigentes sabem mesmo nos arrastar para o fundo do poço e, embora estejamos com a mesma pontuação do líder, corremos sérios riscos de rebaixamento, visto que estamos apenas a três pontos da zona de rebaixamento. Além do quê, o time morreu e não sabe. Ou melhor, sabe sim.

Confesso que a paralisia da torcida coral - e aí certamente me incluo - também me incomoda. Não é possível que o clube continue morrendo nas mãos do diminutivo e nós continuemos assistindo a tudo de camarote, inertes.

Como quem sabe faz a hora, endosso as palavras do amigo Coronel Peçonha e reforço a convocação para uma reunião amanhã à noite, terça-feira, 18 de março às 19 horas, na frente da sede do Santa Cruz. Embora o motivo da reunião não esteja claro, quem sabe todos juntos não encontremos um caminho que possa nos tirar do buraco em que nos encontramos. Sou favorável à saída do presidente, seja pela renúncia, seja pelo afastamento do cargo.

É certo que há receios, e eles são compreensíveis, sobre as conseqüências de uma possível renúncia ou cassação do mandato do presidente, uma vez que, pelo estatuto, o Vice-Presidente ficaria obrigado à convocar novas eleições no prazo de 8 dias. Há questões importantes levantadas pelo também amigo Gerrá da Zabumba sobre os possíveis candidatos e também sobre a questão de que o Conselho Deliberativo, este órgão paralisado pelo seu presidente, é quem escolherá o novo chefe do Executivo. Também tenho os mesmos receios. Mas é certo que, seja quem for o eleito - não creio que teremos um bom nome para administrar o Santa Cruz - será melhor do que o atual e mais incompetente dos presidentes corais.

Aos leitores do Torcedor Coral, peço a compreensão pela demora na atualização do blog, afinal todos temos os nossos compromissos profissionais inadiáveis ou férias necessárias. Com a minha volta, espero tornar a atualizá-lo com a freqüência habitual.