31 mar

Publicação simultânea com o Blog do Santinha.
O Dia amanheceu nublado. Amanheceu assim depois da chuva intensa que caiu por toda a madrugada. Por sorte, o time foi poupado do temporal durante a partida de ontem e pôde vencer, apesar das dificuldades de sempre. Mas, mesmo que as nuvens desapareçam do céu, o mau tempo ainda permanecerá sobre o Arruda no dia de hoje.
É que haverá reunião do Conselho Deliberativo e, embora o seu presidente, Alexandre Ferrer, tenha se esforçado para manter o órgão blindado e alheio aos reais problemas do clube, os torcedores corais resolveram comparecer em massa para chamá-los à responsabilidade. E eles virão de todos os cantos, vestidos de preto e carregando velas na mão. Com tantas velas acesas, quem sabe finalmente o conselho não enxergue a luz.
A lealdade canina de Ferrer ao presidente do Executivo transformou o Conselho Deliberativo do clube numa espécie de Alice no País das Maravilhas.
A fábula de Lewis Carrol narra a estória de Alice, uma menina que segue um coelho branco e apressado e acaba caindo num maluco país de fantasias. Lá, coisa alguma está associada à realidade. Tanto que os personagens do livro caracterizam-se pelo surrealismo, beirando mesmo o absurdo.
Seguindo a mesma linha, o filme de Walt Disney, produzido em 1951, é tão surreal que o animador Ollie Johnston chegou a ser questionado se a equipe de animação estava sob efeito de drogas quando criou Alice.
Há bastante tempo, o Conselho Deliberativo tem preferido viver a fantasia de Alice à dura realidade coral. Neste mundo impenetrável, parece que não há nada acontecendo dentro e fora dos muros das Repúblicas Independentes do Arruda. O conselho parece ter se acostumado a servir ao presidente e não ao clube. Parece ter esquecido de que lá é o fórum adequado para as discussões relevantes sobre o Santa Cruz.
O conselho pode ter esquecido, a torcida não.
Por isso, hoje à noite, a partir das 19 horas, tricolores de todas as partes se encontrarão no Arruda para lembrá-los que o clube não pertence a um, mas a todos.
Pacificamente, a torcida coral pedirá mudanças e tentará tirar Alice da toca para trazê-la de volta ao mundo real. Entrará em seu quarto, se aproximará de sua cama e tentará despertá-la de seu sonho infantil, dizendo em seu ouvido: “acorda Alice, que eu quero o meu clube de volta!”.
30 mar

Para conhecimento da torcida tricolor e, principalmente, dos sócios do clube, publicamos a seguir o edital de convocação da Assembléia Geral Extraordinária do Santa Cruz Futebol Clube.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE
Pelas razões expostas a seguir, fundamentadas nos Artigos 28, II , d, e 29 (Parágrafo Único), e inteiramente de acordo com o que reza o Estatuto do Santa Cruz Futebol Clube; os sócios abaixo-assinados da referida entidade associativa - todos maiores de 18 (dezoito) anos de idade e que já integram o quadro social do Clube há mais de 12 (doze) meses; em pleno gozo dos seus Direitos Sociais, portanto - requerem a urgentíssima realização de Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada na sede do SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE no dia 12 de maio do corrente ano (2008), iniciando-se os trabalhos às 16:00h com a participação mínima de 2/3 (dois terços) do total de seus membros em primeira convocação, e em segunda convocação com qualquer número a partir das 18:00h, com o objetivo de Destituição do Atual Presidente Executivo do Clube, o senhor Edson Nogueira.
Expostas as razões para a convocação da Assembléia Geral Extraordinária, com a finalidade acima citada, e em completo atendimento ao que determina o Estatuto do Clube, que seja dito que a mesma realizar-se-á no interstício previsto no referido Estatuto, ou seja, em 45 (quarenta e cinco) dias a contar do presente requerimento. A publicização do citado ato se dará 03 (tres) vezes em jornal de grande circulação e na Internet, com antecedência de 20 (vinte), 30 (trinta) e 45 (quarenta e cinco dias).
PAUTA:
Na ocasião da citada Assembléia os seguintes preceitos serão obedecidos: 18:00h - Instalação da Assembléia e eleição do presidente da Mesa Diretora. 18:15h - Leitura da petição que motiva a realização da Assembléia. 18:30h - Abertura do prazo de defesa para o Presidente do Executivo. 19:00h - Concessão da palavra aos membros da Assembléia. 20:30h - início da votação do acatamento ou não dos termos da petição, por parte dos Associados. Posterior divulgação do resultado da votação e finalização dos trabalhos.
Demais assuntos pertinentes poderão ser julgados pela Assembléia devidamente constituída.
29 mar

Xote dos poetas (Zé Ramalho e Capinam)
Fui dormir ontem à noite ouvindo Xote dos Poetas, de Zé Ramalho e Capinam, uma canção maravilhosa que fala sobre liberdade. Talvez por isso, enquanto dormia, tenha misturado a música com o Mais Querido e acabei sonhando com o renascimento do Santa Cruz. E embora eu não tenha a precisão de todos os eventos que ocorreram em meu sonho, tenho uma boa lembrança do que aconteceu.
Em plena tarde, eu estava ao lado do canal do Arruda, pintando num imenso muro, a palavra liberdade. Buscava, em meu protesto, proclamar a independência do clube contra todos aqueles que contribuíram para o seu afundamento. Com a palavra liberdade, queria devolver o clube ao seu verdadeiro dono, o torcedor coral.
E veio gente de todo canto, tricolores de todo o mundo, escrevendo por toda parte a palavra liberdade.
Artur, no meio da multidão, conclamava a todos para participar da verdadeira revolução coral. Bradava que aquela ocorrida no final de 2006 havia apenas parido um rato.
Maneca, junto com a Sanfona Coral, cantava o hino do clube feito por seu avô, passado de pai para filho e de tricolor para tricolor:
Uma voz proclama e canta
É a voz das multidões
Santa Cruz, querido Santa!
Campeão dos campeões.
Léo trazia embaixo do braço dezenas de propostas e sugestões de melhorias de baixo custo, mas com efeitos grandiosos para o clube. Dizia que esta era a verdadeira revolução.
O poeta Josias exigia que, tal qual a Fênix, o Santa Cruz renascesse das cinzas. E gritava aos quatro ventos que quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Cláudia pedia igualdade, fraternidade e liberdade. Dizia que no futebol não deveria haver distinção entre homens e mulheres e, principalmente, entre pretos, brancos e vermelhos.
Paulo Aguiar insistia em romper com o passado e ter seu clube do coração administrado por alguém de sua geração, enquanto Magela, Tiburtius e Martorano provavam que o planejamento estratégico tinha realmente sido feito e era exeqüível.
Coronel Peçonha não fugia à luta e repetia para o povo tricolor que o Santa Cruz era a sua pátria, na mesma hora em que Samarone e Naná chegavam na kombi coral trazendo toda a confraria do poço.
Cabia a Inácio elaborar o manifesto que pedia um novo Santa Cruz e a Anizio, com a ajuda de Cláudio Machado, espalhá-lo por toda a internet.
Ao longe, Gerrá regia com sua zabumba os pulos maravilhosos dos cururus da Inferno Coral, que apoiava mais do que nunca as mudanças de ares no Arruda.
Lá pela noite, um mar de gente vestido de preto iluminava a cidade com milhões de velas acesas e se dirigia ao Conselho Deliberativo do clube. No fim de tudo, alguém subiria à tribuna e pediria aos conselheiros, com a voz embargada: “liberta meu clube, antes que seja tarde!”.
Quando acordei, fiquei imaginando se tudo isso, afinal, não seria possível, pois só assim teremos nosso clube de volta.
26 mar

Amigos do blog,
Antes de falar sobre o que realmente desejo, gostaria de destacar algo importante dentro das quatro linhas.
Finalmente, conseguimos vencer. Por mais ridículo que possa parecer, foi uma vitória importantíssima para a história de nosso Santa. Para mim, o rebaixamento à série B do Pernambucano era algo muito próximo, na verdade, para mim era quase uma certeza. E, após os três pontos ganhos no confronto direto com o “tradicional” rival de Limoeiro, conseguimos uma tranqüilidade maior.
Outro fator para destacar é que, mesmo não gostando muito de Fito Neves, ele é um treinador. E, hoje para mim o melhor jogador do time é o tal de Thiago Capixaba e o Jean teve uma estréia muito boa, e adivinhem: as únicas indicações de um treinador nesse plantel. As outras contratações foram da multinacional RT Sports, dona do passe de Kaká e Pato, e que agora se prepara para levar Marcelo Heleno para o Manchester. Daí vocês podem ver como perdemos tempo com esses projetos de treinadores que o diminutivo nos empurrou goela a baixo. Um Fito Neves da vida desde o começo do pernambucano talvez não nos desse o título do campeonato, mas certamente teríamos uma base bem melhor para o resto do ano.
Mas, infelizmente, hoje os assuntos sobre clube não giram em torno do futebol. Gostaria de falar do festival de baixarias a que estamos sendo submetidos a presenciar. Daqui a pouco, manchetes sobre nosso time apenas nos cadernos policiais. Amigos, não sei se vocês ouviram ou leram, mas, foi demais.
Tudo começou com Fred Arruda. Eu já era fã do cara e depois da entrevista dele, fiquei mais ainda. Tranqüilo, consciente, com os pés no chão e sem ofender nem atacar ninguém. Eu escutei a entrevista na íntegra e posso garantir: não houve ofensas a ninguém. Fred conseguiu falar coisas que demonstram a gravidade do caos administrativo de nosso clube. Dentre as declarações de Fred, queria destacar algumas:
Divisões de Base
Fred falou que o trabalho de base não existe no Santa. A concentração de juvenis que o diminutivo bate no peito para dizer que reformou não foi reformada (foram reformados alguns banheiros, mesmo assim, foram reformados esses banheiros por material doado pela torcida e por empresários, em campanha publicada no Blog do Santinha). O próprio Fred definiu a concentração dos nossos garotos que podem nos salvar e render muito dinheiro como pocilga.
Amigos, imaginem a situação: você é pai de um jovem de 15 anos que joga bola. Chega um olheiro do Santa e leva teu filho com a promessa de que ele irá estudar e se tornar um jogador de futebol profissional. Promete estrutura, dinheiro, enfim, teu filho vai cheio de sonhos e você fica com os sonhos ainda maiores e a saudade de seu filho. Chegando ao Arruda, ele é jogado numa escola pública, dorme numa pocilga (lembrem que quem falou isso foi o nosso Vice-Presidente), a energia elétrica é de um gerador que, às 22 horas, é desligado. Ou seja, dormir numa pocilga, no calor, sem nem um ventilador, pois, nem energia elétrica tem, com ratos e baratas passando por cima durante o sono. Você, como pai desse futuro atleta, ou como o próprio jogador, teria amor ou consideração pelo Santa Cruz? Será que os “Hugos”, “Jaílsons” e “Jairos” da vida estão errados quando conspiram com empresários para sair do Santa Cruz? E será que realmente apenas os empresários ganham com essas negociações?
Futebol de Salão
Amigos, se algo no Santa funciona é o FUTSAL e os sub-15, sub-13 e sub-11. Enquanto nosso time profissional estava levando 2×0 de Porto e Central, nosso time sub-13 estava na suíça metendo 5×1 no Manchester United da Inglaterra. Nossos sub-13, jogadores franzinos e sem estrutura nenhuma metendo cinco em jovens que já são atletas em formação com cuidados profissionais. Disputamos oito torneios nacionais e internacionais e fomos campeões em sete!!! Será que não temos como fazer um trabalho com esses futuros craques? Será que não podemos dar uma estruturazinha para eles e garantir pelo menos que o primeiro contrato profissional desse jogador seja nosso?
Impeachment
Isso não acontecerá. Deveria ter acontecido quando nosso diminutivo admitiu ter pago dinheiro naquele esquema de arbitragem. Mas, o bonde das oportunidades passou.
Futebol
Fred falou que foi indicado ao Santa Cruz um atacante chamado Edmundo. Cabeção não o quis, pois, ele era muito velho, tinha 36 anos. Algumas semanas após, O diminutivo contrata Dudu, grande zagueiro da Ulbra (lembram dele ano passado?), de 38 anos. Depois, Kuki, 37 anos. Sabem quem era o atacante indicado: Edmundo, que está no Ypiranga que só no Santa já fez quatro gols. E, que, em minha opinião, deveria ser contratado para a série C. Isso sem falar de Charles Muniz e Mauro Fernandes.
Depois disso, o diminutivo foi para a imprensa e resolveu também conceder entrevista. Também escutei na íntegra a entrevista dele e foi no mínimo patética e ridícula. Vejam quantos pontos ridículos o nosso presidente tocou:
Se não ganhamos nada é porque ele nos rebaixou á série C. E, além disso, se pudermos admitir isso como desculpa, até aceito, há realmente um abismo financeiro. Mas, quanto ganha Central, Ypiranga, Serrano e Salgueiro? NADA também e os quatro estão na nossa frente no pernambucano. O que dizer agora presidente?
Amigo presidente, se não tem receita, é porque você com gestor não tem capacidade para gerá-las. Dizer que trocou a cota anual de patrocínio da Minas Gás por um ônibus é fácil. Realmente, precisávamos de um ônibus, principalmente agora na série C. Mas, conseguir um ônibus não impede de ir atrás de outras receitas para compensar a receita da Minas gás perdida. E a troca do dinheiro da Frevo pelo placar eletrônico? Cadê esse placar? Onde você vai pendurar esse placar, pois, do jeito que as coisas estão, se pendurar no anel superior, cairão o placar o anel superior. E apenas 1.000 sacos de cimento (R$ 30.000,00 pelas contas dele) liberariam o anel superior novamente e tiraria de nós, torcedores, o peso da vergonha de ter nosso patrimônio interditado. Porque antes de acertar o placar não acertou os 1000 sacos de cimento? Ou porque não acertou tudo junto? Desculpem-me, mas todas as desculpas dele para a crise financeira não me convenceram, principalmente vendo cinco times do interior mais bem colocados que nós no campeonato. Será que eles têm mais dinheiro ou uma marca que venda e gere receitas maiores que a nossa?
Amigos, quando se fala ou escreve algo público, temos que ser comedidos, pois, tudo pode ser mal interpretado e usado. Eu mesmo, aqui no Torcedor Coral, já fui alvo de ofensas contra mim por um texto que escrevi tentando amenizar a dor do rebaixamento à terceira divisão. Acho que alguns de vocês lembram, até pelo fato de terem, via comentários, me defendido e ajudado.
Como cronistas de um blog com o nosso, precisamos sim ser comedidos. Temos que ter uma autocensura e medir bem as conseqüências de cada palavra que será escrita. Pois, nosso presidente disse mais de uma vez, numa entrevista em uma rádio, que Fred Arruda não tinha caráter. Pernambuco é testemunha. Fred, já deixou claro que acionará a justiça. Será que em nosso estatuto existe algo do tipo se nosso presidente tiver um processo judicial tem que ser afastado? O diminutivo falou que tinha provas contra Fred. Que tinha e-mails e um manuscrito de Fred endereçado a Romerito. O pior foi o presidente dizer que Romerito ligava para ele para falar que Fred mandou um e-mail contanto o teor das reuniões que aconteciam na chapa de oposição. Presidente, você percebeu a incoerência de suas declarações? Romerito, desafeto público seu, apoiando a chapa adversária a sua, iria te ligar ao invés de usar as informações repassadas? Essa fofocagem não é atitude de presidente, mas de repórter de revista de fofoca. Mas o presidente disse que tem provas: se as provas dele forem tão autênticas e conclusivas como o dossiê que iria abalar as estruturas do futebol nacional, aí sim, fico do lado dele.
Bem amigos, é isso. Infelizmente, a merda foi parar no ventilador e o que posso prever é que teremos que agüentar o diminutivo na presidência até fim do seu mandato. Por isso, dou um conselho: até o fim do ano, vamos aos jogos de boné, pois, em minha opinião, o ventilador tricolor controlado pela diretoria ainda vai espalhar muita merda para todo lado. Salve-se quem puder!
22 mar

Editorial
Paulo Aguiar manda um texto. É um texto político - um apelo, digamos assim. Não é necessariamente a opinião do blog, nem mesmo dos seus cronistas, mas seguramente Paulo é um dos nossos, fazendo parte desse campo tricolor, democrático e participativo que tanto faz falta na direção do Mais Querido. É um texto que sinaliza uma mudança no ambiente. Como o futebol vem se quebrando ou já se quebrou, como o diminutivo insiste em implicar com o óbvio e a honra, restou-nos a política e a mobilização dos tricolores. Pois saibam todos que tricolor engajado é aquele que discute política do e faz política no Santinha. Porque tricolor engajado é aquele que descobriu um fato importante naquele dezembro de 2006 (afinal, de tudo ficou um pouco): que podemos colocar e tirar da direção de nosso clube, através do voto democrático e da mobilização consciente e pacífica, quem quisermos, ora bolas!
Torcedor Coral
Paulo Aguiar do Monte
Dia 1 de dezembro eu estava no Arruda. Cheguei às 14 horas e fiquei até as 23 hr. Votei na chapa Credibilidade e Competência. Votei contra Alberto Lisboa, Romerito e Zé Neves.
Dia 9 de dezembro, ratifiquei o meu voto. Elegi a chapa imposta pelo Ninho da Cobra: Édson Nogueira, presidente, Fred Arruda, vice-presidente, e Alexandre Férrer, presidente do conselho.
Hoje, só restam Édson Nogueira e Alexandre Férrer.
Fred Arruda se licenciou do cargo de vice-presidente. Licenciou-se do cargo que eu ajudei a lhe conceder. Licenciou-se em um momento, no mínimo, inoportuno (pouco antes do Santa Cruz cair para a terceira divisão). Avisou a poucos amigos e, possivelmente, ao grupo Ninho da Cobra. Hoje eu não tenho mais ninguém que me represente no clube que eu amo.
Durante boa parte da sua gestão, Fred Arruda foi fiel defensor de Edinho. Um vice atuante e coerente - às vezes, até demasiadamente.
Fred sempre tratou com respeito os ex-presidentes Zé Neves e Romerito. Com Edinho, idem. Em conversas informais, ele afirmava, categoricamente, que ele (Edinho) era o único capaz, no momento, de assumir a função de administrar o Santa Cruz.
Para Fred Arruda, Edinho era a bola da vez.
Mas, Fred Arruda se enganou. Eu também.
Fred hoje está fora do Arruda. Mas, muitos querem a sua volta, sendo que para outra função e, desta vez, sem licença. Recentemente, em programas de rádio e TV, o ex-presidente Romerito Jatobá declarou que Fred Arruda deveria ser o candidato imediato (a uma possível renúncia) do presidente Édson Nogueira por ser um nome que agrega. Logo Romerito, que foi posto para fora do clube pela vontade dos sócios. Enfim, até ele enxergou, um pouco tarde é verdade, mas enxergou.
Sem dúvida, eu também considero Fred Arruda um homem agregador. Além disso, ele representa a mudança de certos paradigmas enraizados no Santa Cruz.
Fred Arruda é o vice-presidente eleito. Um cargo que, por si só, legitima a qualquer um a condição de presidente do Santa Cruz. Penso que ser vice-presidente é uma condição natural a ser presidente, já determinado pelo próprio estatuto em eventuais circunstâncias. Foi assim com Zé Neves e com o próprio Édson Nogueira.
Hoje não quero mais ser representado por Ninho da Cobra, por Fernando Veloso, Tonico Pereira, Mizael Wanderley e Cia; também cansei de ouvir falar em Rodolfo Aguiar e José Nivaldo de Castro (os ¨braços¨ direito de Edinho) ou nos eternos pré-candidatos Silvio Ferreira e Alberto Lisboa; isso sem falar em Romerito ou Zé Neves. Hoje eu quero ser representado por uma pessoa da minha geração. Que consiga por em prática novos conceitos sobre gerenciamento de um clube. Que seja capaz de ouvir os conselhos dos mais experientes, sabendo discernir entre sua aplicabilidade no passado e no presente. Mas, também, que seja humilde em reconhecer que as novas idéias não são tão sonhadoras assim e podem ser plenamente executadas.
Posso até estar enganado, como já estive recentemente, mas prefiro a tentativa da mudança ao conformismo da continuidade.
Não é cedo para se discutir a política do clube, pelo contrário.
Durante mais de vinte anos, o nome do candidato a presidente era decido por um grupo restrito. Eleição com um só candidato. Quando, nos últimos anos, começou-se a se discutir política no clube, a minha inexperiência, e a da torcida também, falou mais alto. O exemplo maior foi verificado na última eleição onde não se discutiu o nome do candidato, mas sim, os nomes que não se queria. Quinze meses depois o Santa Cruz continua pagando caro por isso, Édson Nogueira foi eleito presidente. Sua incapacidade administrativa traiu a confiança nele depositada (seria ele um judas?).
Hoje, Fred Arruda, você é a bola da vez. Talvez seu nome não seja o ideal, mas repetindo o que você me disse um dia… no momento, ele é o único capaz de assumir e mudar a forma de pensar o Santa Cruz… Sendo que este ¨ele¨, dessa vez, é ¨você¨!
Já é hora de começar as alianças (muito cuidado com elas); elas podem definir os seus amigos… prefira sempre a sua consciência! Já é hora, não de se licenciar, mas de deixar de ser vice ou um colaborador.
As críticas surgirão; tentarão lhe desqualificar. O peso e a responsabilidade é imensa. Mas, hoje, seu nome é quase um consenso, não de um grupo ou de poucos amigos, mas daqueles que querem uma mudança de paradigma, um novo rumo.
Sem renúncias ou licenças.
"Comparo esta situação a uma guerra civil: ou tomamos o que é nosso ou os de sempre, disfarçados de oposição libertária, o farão."
Sérgio Travassos, por e-mail, sobre a necessidade de engajamento da torcida coral no processo eleitoral do clube.



