Brasão, alegria do povo!
- 11 de março de 2010 | 14:43h
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Imagem: Heitor Cunha/DP/D.A Press

Quem foi ao jogo ontem à noite, saiu do Arruda com uma sensação de contentamento que só sente quem está de bem com a vida. Amanhã, é claro, tudo pode mudar, afinal o futebol não é feito apenas de alegrias. Mas hoje, meus amigos, estamos de bem com a vida. Somos só sorrisos, boca aberta e dentes escancarados. Por isso, repito: “Viva a dentadura! Mostremos os dentes, mesmo os banguelas, que rir ainda é o melhor remédio.”.
A classificação para a próxima fase, de certa forma já esperada, veio juntamente com uma boa exibição da equipe. Agora, como disse Gilberto Matuto, tão logo Dado Cavalcanti assumiu o comando do time profissional, o Santa agora joga para ganhar. O time atacou o tempo todo e não deu chances para os manauaras. A gente até pode perder um jogo, mas não será por falta de vontade de ganhar. E torcedor gosta é disso mesmo. Quer mandar o time pra frente o tempo todo, mesmo que essa não seja a melhor estratégia.
Mas o jogo teve um herói. O Santa tem, alias, um herói. Embora Elvis tenha feito os dois primeiros gols da partida, nosso herói atende por outro nome. Brasão, a alegria do povo. Perdoe-nos Garrincha, mas, para os tricolores, Brasão é o cara. Ele corre feito um doido, dá voadores na pequena área do adversário, tem boa finalização, bate falta com perfeição, passa bem a bola e faz gols. Além disso, Brasão tem um marketing pessoal capaz de deixar Cristiano Ronaldo, o maior marqueteiro do planeta, no chinelo. O showman, depois de marcar um belíssimo gol de falta, sacou uma bandeira do Santa Cruz e desfilou para a torcida. O estádio veio abaixo. Seu nome ecoou na arquibancada e ganhou as ruas.
Brasão está na boca do povo, pois representa sangue, suor e alegria. Em qualquer esquina, em qualquer bar, em qualquer canto desta Cidade, em qualquer rincão deste Estado, seu nome é cantado em verso, prosa e em boas gargalhadas. Na internet, Brasão virou um fenômeno. No Twitter, diversos tricolores postaram frases fantásticas sobre o jogador (leia o quadro abaixo) e acabou chamando a atenção de Xico Sá, colunista da Folha de São Paulo, que escreveu sobre o assunto.
“Ambos (Obina e Brasão) infinitamente melhores e mais necessários do que Eto’o para os seus clubes. Os malacos devolveram a alegria que faltava ao Galo e à Cobrinha do Arruda”, escreveu Xico Sá. “O novo ídolo do Santa Cruz fez três decisivos, entre Copa do Brasil e Pernambucano, e devolveu a esperança à ‘poeira’, como se chama o lumpesinato que torce pelo tricolor”, insistiu o autor.
Brasão, nesses termos, extrapola a condição de jogador, um ídolo com a bola nos pés, e finca raiz no imaginário popular. Precocemente, virou lenda e agora faz parte do folclore do nosso futebol. Brasão é o novo Dario, o Dadá Maravilha, aquele que parava no ar, com uma diferença, ele pára o próprio ar, como disse um dos entusiasmados twitters.
Salve, Brasão, o novo herói do Arruda, a alegria do povo!
Brasão Facts no Twitter
- “Brasão é o pau de dar em doido do Arruda”;
- “Adversários do Santa pedem que Brasão tome Lexotan antes do jogo, para ficar no nível dos demais jogadores”;
- “Brasão cabeceia pra cima e quase derruba avião”;
- “Depois de voadora, Brasão é chamado para o Cirque du Soleil”;
- “Para equilibrar a partida, técnico do America pede que Brasão jogue no gol”;
- “Depois de meter a mão na bola, Brasão é chamado para jogar na NBA”;
- “Brasão chuta o vento e causa furacão no Arruda”.
Nota do autor
Este artigo foi escrito do celular, antes de uma consulta ao oftalmologista. Por isso, há risco que o autor esteja cego.








